O IFIX — índice dos fundos imobiliários — acumulou queda de 8,3% em 2024, pressionado pelo ciclo de alta dos juros. Com a Selic em 14,25% no pico, muitos investidores migraram para a renda fixa, reduzindo a demanda por FIIs. Em 2025, com o início do ciclo de cortes, o cenário começa a mudar.

Mas nem todos os segmentos do mercado de FIIs se beneficiam igualmente da queda dos juros. A análise precisa ser feita setor a setor.

Comparativo por segmento

SegmentoDividend Yield médioPerspectiva 2025Risco principal
Logística9,2% a.a.PositivaVacância em regiões secundárias
Lajes Corporativas7,8% a.a.NeutraTrabalho híbrido reduz demanda
Shoppings8,5% a.a.PositivaSensível ao ciclo de consumo
Recebíveis (CRI)12,1% a.a.Neutra/NegativaSpread comprimido com queda da Selic
Residencial6,4% a.a.PositivaMercado ainda em desenvolvimento

Logística: o segmento mais resiliente

Os FIIs de logística foram os que melhor resistiram ao ciclo de alta dos juros. A demanda por galpões logísticos continuou crescendo, impulsionada pelo e-commerce e pela reorganização das cadeias de suprimento. A vacância média do segmento ficou abaixo de 8% em 2024 — um nível historicamente baixo.

Recebíveis: cuidado com a queda dos juros

Os FIIs de recebíveis (CRI) foram muito populares durante o ciclo de alta dos juros, pois pagavam dividendos elevados indexados ao CDI. Com a queda da Selic, os dividendos desses fundos tendem a cair. Quem comprou pensando em renda estável pode ser surpreendido.

Nossa recomendação de posicionamento

Para um portfólio equilibrado de FIIs em 2025, nossa análise sugere maior peso em logística e shoppings — segmentos que se beneficiam da queda dos juros e do crescimento econômico — e redução gradual da exposição a FIIs de recebíveis. A diversificação entre segmentos continua sendo a melhor proteção contra riscos específicos.